Parceiros da Área 4 da Bacia do Rovuma (Exxon Mobil, Eni, CNPC, Galp, ENH e Kogas), proprietários do Rovuma LNG, anunciaram hoje a Decisão Inicial de Investimento (DII) do projecto de produção, liquefação e comercialização de gás natural que irá produzir 15.2 milhões de toneladas de gás por ano.
Os parceiros avançarão com as atividades iniciais de midstream (fase da indústria do gás e petróleo onde as matérias-primas são transformadas em produtos prontos para uso específico) lideradas pela ExxonMobil e upstream (fase da indústria do gás e petróleo caracterizada pelas Actividades de exploração, perfuração e produção) lideradas pela ENI num valor de 520 milhões de dólares de investimento.
A partir de 2020, o consórcio da área 4 da Bacia do Rovuma prevê investir entre 27 a 33 biliões de dólares americanos na criação de condições para a exploração do gás, cujo início está previsto para 2025. O projecto da Anadarko (agora liderado pela Total) deverá ser suplantado em termos de volume de investimento que prevê 23 biliões de dólares.
Peter Clarke, Vice-Presidente da Exxon Mobil Upstream Oil and Gas, disse que o desenvolvimento do Rovuma LNG impulsionará a industrialização do país e Moçambique tornar-se-á num dos principais exportadores mundiais de Gás Natural Liquefeito que é importante fonte de energia no contexto global.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, defendeu que os Projectos de exploração de recursos minerais não devem transformar-se em “maldição”, tal como noutras realidades, onde os recursos como petróleo e gás são razões para guerras entre irmãos da mesma pátria. “Queremos e devemos fazer a diferença”, avançou Nyusi, exortando que os parceiros da área 4 continuem a apostar na formação de moçambicanos para que acedam aos potenciais empregos e, por esta via, possam beneficiar dos ganhos de exploração do gás natural.












