O mercado de Escritórios em Maputo em 2020

Maputo continua a caracterizar-se por uma escassez de bons produtos na área dos escritórios empresariais. Tal deve-se a poucos casos de investimento em projectos desta natureza – edifícios vocacionados para escritórios.  Basta compararmos qualquer das principais capitais africanas com Maputo para se perceber que o número em milhares de m2 disponíveis para escritório fica muito aquém do que será necessário para o tecido empresarial estabelecido em Moçambique. Se nesta equação adicionarmos outras capitais de província no nosso país, esta necessidade torna-se ainda mais evidente, pois a maioria, ou quase totalidade, dos projectos de edifícios de escritórios recentes foi desenvolvida em Maputo.

Porém, o ano de 2020, com fortes implicações neste tipo de imobiliário, tornou-se um dos piores anos, desde 2013 em que a procura de edifícios de escritórios se potenciou na cidade. Um mercado que tem vindo a amadurecer mais por via da criação de bons projectos, em conformidade com as melhores práticas internacionais e por isso capazes de atrair quer as multinacionais quer as empresas de serviços que operam em Moçambique, do que por uma procura especializada e informada por parte das empresas. Exemplos disso são o edifício Platinum, as Torres Rani, o Maputo Business Tower e os complexos JAT, para citar alguns dos mais emblemáticos.

Este ano, a procura por estes espaços, cujo mercado-alvo são as empresas, por via da diminuição da actividade e do encerramento de fronteiras durante o estado de emergência, teve uma procura muito baixa quando comparada com anos anteriores.

Mas é importante notar que a actividade económica deve lentamente retomar no “novo normal”, e está por esclarecer como vão ser as “novas” necessidades das empresas.

Analisando as questões de saúde, teremos requisitos num futuro próximo que se antevêem diferentes e mais consolidados. A ideia inicial neste mercado, era a de que as empresas iriam necessitar de menos espaço dada a necessidade do teletrabalho. Porém, a dificuldade de controlo do trabalho à distância, a disciplina necessária do trabalhador em teletrabalho, a necessidade de interacção pessoal entre os quadros das empresas, as dificuldades de manutenção e custos de conexões Internet e o equipamento que os trabalhadores devem usar a partir das suas casas, tem dificultado o momento em que vivemos, notando-se que muitas empresas devem regressar, tanto quanto possível, ao trabalho presencial, mais do que inicialmente se esperaria.

Por outro lado, a presença de um controlo rigoroso das medidas de Higiene e Segurança no Trabalho tomam maior relevância. E ainda, olhando para uma das medidas mais preconizadas no âmbito da COVID 19, o distanciamento social, irá requerer dos edifícios de escritório, melhores e maiores espaços, melhores condições de ventilação natural, melhoria dos sistemas HVAC e outros espaços que, por certo, irão mudar o panorama destes edifícios. Mas, sobretudo, a maneira como as empresas irão pensar os seus escritórios e o enquadramento dessas necessidades nos edifícios construídos para o efeito está rapidamente a mudar a percepção dos gestores na sua decisão por renovação e/ou mudança dos seus escritórios.

É a oportunidade para quem desenvolve novos edifícios, mas também para quem os detém em sua propriedade, para repensar, renovar e manter os seus edifícios adaptando-os aos novos tempos. As análises do estado actual dos edifícios, conselhos técnicos, intervenções de melhoria e adaptação do património existente, são o caminho a adoptar para a competitividade dos edifícios num futuro muito próximo. Uma estratégia comercial baseada nos pontos fortes que efectivamente dão resposta às necessidades das empresas tem resultado, na nossa experiência, em edifícios mais competitivos no mercado e com melhor atracção por parte das empresas. Para além disso, resultam a longo prazo na construção de uma relação de simbiose entre o inquilino e o senhorio, com evidentes benefícios quer para uns, quer para outros.

Já referimos acima, e até com alguns exemplos, que o parque instalado de edifícios com características muito positivas para enfrentar um mercado mais especializado, como aquele que aí vem, a acreditar que a generalidade das empresas, e não só as multinacionais, terão necessariamente de olhar de outra forma os seus espaços, é curto.

No quadro actual de mercado, é difícil provar que este segmento terá um maior crescimento num futuro próximo, mas a nossa experiência neste enquadramento, e enquanto especialistas neste segmento, diz-nos claramente que sim. Permanece, no entanto, a incógnita de “quando?”. A resposta a essa pergunta tem que ver com o crescimento económico do país, e tal análise deixamos a cargo do leitor, sabendo-se que havendo análises mais formais, todos temos a nossa opinião.

Na Broll temos a vantagem de conhecer em detalhe a oferta de escritórios existente, o cuidado de verificar cada detalhe de um edifício neste segmento. Por outro lado, sabemos comparar as vantagens competitivas de cada edifício, e mais importante, conhecemos as necessidades das empresas nossas clientes e propomos as soluções que melhor se ajustam quer ao edifício, quer ao inquilino.

Convidamo-lo a falar connosco.

 

 

Por Sigma Katupha

Coordenador Comercial Broll Moçambique

 

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