Brasil coopera com Moçambique no desenvolvimento do petróleo e gás natural

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O Brasil vai cooperar com Moçambique na busca de mecanismos para estimular o desenvolvimento industrial do país e apoiar as empresas locais a prestarem serviços aos projectos de petróleo e gás, disse o secretário permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

Falando na abertura do 2.º seminário Brasil-Moçambique de Petróleo, Gás e Sectores Correlativos, Alfredo Nampete disse ainda que os dois países vão delinear agendas para desenvolver oportunidades de negócio e cooperação, “constituindo este encontro uma plataforma que pode contribuir para a maximização dos benefícios da indústria de petróleo e gás para Moçambique.”

“Se por um lado, o início da produção de gás na Bacia do Rovuma colocará Moçambique nos radares dos mercados mundiais, por outro lado as oportunidades que resultarão desses projectos trazem consigo muitas expectativas para todos nós, pois constituem um espaço para os moçambicanos colocarem a sua inteligência no aproveitamento das oportunidades de negócio”, disse Nampete, citado pela agência noticiosa AIM.

Nampete recordou que o seminário acontece poucos dias depois da tomada, no dia 18 de Junho, da decisão final de investimento para o desenvolvimento dos campos “Golfinho” e “Atum” no bloco Área Um, marco fundamental à materialização do sonho de tornar o país num interveniente importante na indústria global de gás natural liquefeito (GNL).

Com uma produção anual de 12,88 milhões de toneladas de GNL, o projecto terá um investimento estimado em cerca de 23 mil milhões de dólares e poderá gerar cerca de 61 mil milhões de dólares de receitas para o Estado, investimento sem precedentes tanto em

Moçambique quanto em África, que pode colocar o país na posição de maior produtor e exportador do continente.

O outro marco de realce foi a aprovação, em Maio último, do plano de desenvolvimento do projecto Mamba para a produção de 15,2 milhões de toneladas de GNL em terra.

Os três projectos (Coral Sul, Mamba e Golfinho Atum) terão um investimento global calculado em mais de 50 mil milhões de dólares e uma produção que excede 30 milhões de toneladas/ano, consolidando assim a posição de Moçambique como um dos maiores produtores e exportadores de GNL no continente e no mundo.

“Com instituições como a Agência Nacional de Petróleo, a Petrobrás e o Instituto Brasileiro de Petróleo, com larga experiência na área de petróleo e gás, o Brasil é sem dúvida um dos países com que Moçambique deve procurar estabelecer alianças”, disse o secretário permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

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