Nota Positiva à Educação Bancária e de Seguros

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As pessoas, em geral, têm aversão ao risco, preferindo uma coisa certa a níveis incertos de consumo.” – (Samuelson, P & Nordhaus W). E ao fazermos um seguro protegemos a nossa vida e o nosso património, e podemos também considerar como sendo um tipo de investimento direccionado a cobrir o risco de perda de algo valioso. Ou seja, os seguros servem exatamente para nos ajudar a prevenir perdas (directas e indirectas) contra qualquer incerteza e riscos que a vida proporciona. Não basta ter dinheiro, é preciso saber usar e aplicar para minimizar riscos e aumentar o nosso bem-estar.

 

Recordar que a economia estuda basicamente ordenação da produção, distribuição e a maximização da utilização e venda de bens e serviços para a satisfação das necessidades, com a minimização dos riscos do presentes e do futuro (seguro vida e não-vida), usando o recurso dinheiro como o seu recurso padrão para a determinação do valor destes bens e serviços, bem como para a comparação de todos outros recursos financeiros e não financeiro que o homem precisa e a economia estuda. Pelo que, a minimização e controlo de riscos do futuro tem um preço monetário no presente.

 

O dinheiro é o bem económico que permite comparação viável e universalmente aceite, entre o valor dos recursos usados (inputs), recursos obtidos (outputs) e o valor da necessidade e riscos existentes (valor das oportunidades). Dada a importância que o recurso dinheiro possui para a economia e para a sociedade, cada um de nós deveria buscar cada vez mais o conhecimento e a habilidade de lidar com o dinheiro, para que não possa usar um bem na qual desconhece a sua utilidade e aplicabilidade, afinal, o recurso dinheiro move (quase) todos os recursos económicos.

 

Recurso dinheiro com todos outros recursos financeiros e económicos em geral que podem ser trocados, dai a relevância de estudarmos os princípios e as técnicas de venda, para que possamos dominar e tirar vantagens reais dum processo de troca de bens e serviços, isto é, num o processo de compra-e-venda de tranquilidade e segurança, serviços vendidos pelos bancos e segurados. O processo de compra-e-venda faz parte da educação financeira, por que capacita a sabermos vender e sabermos comprar, para que possamos compra-e-vender o que realmente precisamos, mantendo sempre o equilíbrio entre a razão e a emoção na hora em que decidimos por comprar ou por vender um determinado bem, serviço (tranquilidade e segurança) ou recurso financeiro (dinheiro). E por outro lado, devemos ter a capacidade presente de saber como minimizar ou reduzir as potenciais perdas futuras, desde questões materiais a vida humana, eis aqui em que a educação de seguros se faz positiva.

 

O recurso dinheiro é um recurso bastante procurado, e como um recurso económico o dinheiro é também comprado e vendido, havendo o interesse de quem desenvolve a educação financeira de dominar os princípios de compra-e-venda aplicáveis para o recurso dinheiro, princípios estes dados pela matemática financeira, e seu modelo de negócio usado pelas instituições de créditos, particularmente os Bancos e pelas Seguradoras.

 

A educação Bancária e de Seguros nos fornecem ferramentas básicas para que possamos compreender como os bancos e as seguradoras funcionam, como elas vendem o dinheiro presente ou a segurança futura de um determinado património do seu cliente. Vamos ao banco para vender ou comprar dinheiro dada as oportunidades do presente, e vamos à seguradora para comprar a redução de perdas futuras dados os riscos potenciais existentes. No actual cenário sócio educativo que Moçambique se enquadra, falar de educação de seguros é falar de uma temática longe da realidade do seu grupo-alvo, havendo deste modo a real necessidade de intervenção dos intermediários de conhecimento, pessoas singulares e colectivas que possam produzir, traduzir e transmitir os conhecimentos de seguros de forma simples e menos complexa para a compreensão da maioria.

 

Apesar de termos um índice de utilizadores de seguros ainda relativamente baixo em relação a necessidade real ou em relação a média África de países como o mesmo PIB, existem no mercado cada vez mais diferentes tipos de produtos e serviços de seguro, o que coloca maior pressão para que a educação de seguros seja uma prioridade dentro da educação financeira. Além dos tradicionais seguro vida e não-vida, como a inovação no mercado de seguros, podemos destacar e encontrar no mercado nacional o seguro de proteção ao crédito bancário, útil para as operações de garantia de crédito, e o seguro de saúde em forma de planos de saúde, bastante útil para minimizar os riscos e garantir acesso aos melhores cuidados de saúde dentro e fora dos País.

 

No âmbito da educação financeiro os bancos e as seguradoras, desempenham um papel importante no sistema formal financeiro, na medida em que são instituições autorizadas a comprarem e a venderem dinheiro, e são instituições que oferecem produtos e serviços financeiros de concessão, captação, transferência de dinheiro e minimização oficial de riscos, bem como outras actividades permitidas por cada legislação. Dada a sua utilidade, e a importância social dos seguros, em três grandes áreas de actuação, concretamente na (1) Reparação de Danos Pessoais e Materiais, (2) Previdência Social e como (3) Instrumento de Facilitação do Crédito bancário, a educação bancária e de seguros fazem parte central da educação financeira.

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