A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) lançou um ambicioso processo para transformar a Vila do Songo, na província de Tete, num pólo turístico de referência em Moçambique, através da elaboração de um Plano Director de Turismo que pretende valorizar os recursos naturais, históricos e culturais da região.
Segundo informações tornadas públicas pela empresa, o plano irá abranger a Vila do Songo e zonas circunvizinhas ligadas à área de influência da Barragem de Cahora Bassa, considerada uma das maiores infra-estruturas hidroeléctricas de África. O objectivo é criar uma estratégia integrada e sustentável para impulsionar o turismo, atrair investimento privado e dinamizar a economia local.
A HCB reconhece que, apesar do enorme potencial turístico da região, o sector ainda se encontra numa fase embrionária, faltando um instrumento orientador capaz de estruturar o desenvolvimento do território. Por isso, a empresa abriu um concurso para pré-qualificar firmas de consultoria especializadas que irão elaborar o plano director.
O projecto deverá explorar activos estratégicos da região, incluindo a própria Barragem de Cahora Bassa, o miradouro da barragem, a albufeira do rio Zambeze, monumentos históricos, zonas culturais e áreas naturais com potencial para ecoturismo e turismo científico.
Além da vertente turística, a iniciativa integra uma visão mais ampla de desenvolvimento urbano e social do Songo, onde a HCB já investe em infra-estruturas públicas, expansão da rede de água e energia, reabilitação de estradas, educação e saúde.
Entre os projectos complementares em preparação destaca-se igualmente a criação de um Museu Tecnológico da HCB, concebido para preservar a história da barragem e promover o turismo cultural e científico na região. A futura infra-estrutura deverá integrar soluções físicas e digitais, funcionando também como plataforma de valorização patrimonial e inovação.
A Vila do Songo, sede da HCB, possui actualmente uma população estimada em cerca de 50 mil habitantes e conta com infra-estruturas como aeródromo, unidades hoteleiras, centros culturais e equipamentos desportivos, factores que poderão reforçar a sua atractividade turística nos próximos anos.
A barragem de Cahora Bassa produz mais de 80% da electricidade consumida em Moçambique e abastece vários países da região austral de África, consolidando-se como um dos principais símbolos da engenharia e da integração energética regional.










