O Governo de Moçambique e a União Europeia (UE) vão reforçar a cooperação económica e energética através da realização de dois eventos estratégicos em Maputo, nomeadamente o 2.º Fórum de Negócios Moçambique–UE, agendado para os dias 9 e 10 de Junho, e a RENMOZ 2026, a 5.ª Conferência Empresarial Renováveis em Moçambique, marcada para os dias 11 e 12 de Junho.
As iniciativas enquadram-se na estratégia europeia Global Gateway, que procura promover investimentos sustentáveis e melhorar o ambiente de negócios em países parceiros, posicionando Moçambique como um destino estratégico para o investimento em energias renováveis, inovação, transformação digital, agronegócio e turismo.
Segundo o comunicado conjunto divulgado em Maputo, os eventos irão reunir decisores políticos, empresários, investidores, instituições financeiras e parceiros de desenvolvimento, com o objectivo de estimular parcerias de investimento, fortalecer o diálogo público-privado e desbloquear novos projectos de desenvolvimento económico.
O Embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonino Maggiore, afirmou que “o Fórum de Negócios Moçambique–UE e a RENMOZ 2026 são o ponto onde a ambição encontra o capital, as parcerias se transformam em projectos e a transição energética justa de Moçambique passa da visão à realidade”.
Por sua vez, o Ministro da Economia, Basílio Muhate, declarou que o Fórum reforça o posicionamento de Moçambique como um destino competitivo para investimentos e cria uma plataforma concreta para acelerar a diversificação económica e a integração do país nas cadeias de valor regionais e globais.
Durante a conferência de imprensa de apresentação dos eventos, o Presidente da Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER), Ricardo Pereira, destacou o potencial energético do país, sublinhando que Moçambique possui cerca de 23.026 GW em recursos renováveis, entre energia solar, hídrica e eólica, além de 7.537 MW em projectos prioritários já identificados para atrair investimento.
“Moçambique tem um potencial estimado de 23.026 GW em recursos renováveis — solar, hídrico e eólico. Temos neste momento 7.537 MW em projectos prioritários já identificados e estruturados para atrair investimento”, afirmou Ricardo Pereira.
O responsável acrescentou que cerca de 65% da matriz nacional de geração eléctrica já provém de fontes renováveis, factor que coloca Moçambique entre os mercados africanos mais atractivos para investimentos sustentáveis. Contudo, alertou que uma parte significativa da população ainda não possui acesso fiável à electricidade. “Energia renovável não é apenas uma agenda climática. É criação de emprego. É industrialização. É inclusão social”, sublinhou.
A RENMOZ 2026, organizada pela AMER em parceria com a ALER e com apoio do programa europeu GET.invest, contará com sessões de matchmaking entre investidores e promotores de projectos, apresentação de projectos prioritários e debates sobre oportunidades de investimento e enquadramento regulatório.
De acordo com os organizadores, a edição anterior da conferência reuniu mais de 550 participantes de 46 nacionalidades, enquanto a edição deste ano pretende consolidar-se como a mais estratégica de sempre, beneficiando da realização conjunta com o Fórum Moçambique–UE.
A Presidente da ALER, Mayra Pereira, afirmou que esta edição da RENMOZ “consolida ainda mais a conferência como uma plataforma estratégica de dinamização de negócios, conectando empresas de países lusófonos e mercados internacionais”.
Os organizadores defendem que os dois eventos poderão transformar o crescente interesse internacional em investimentos concretos, contribuindo para o desenvolvimento de infraestruturas, geração de emprego e fortalecimento da economia nacional.











