Banco Mundial Defende Agenda de Cinco Prioridades para Impulsionar Crescimento e Emprego em Moçambique

O Grupo Banco Mundial identificou cinco áreas prioritárias para acelerar o desenvolvimento económico de Moçambique, defendendo um modelo de crescimento mais inclusivo, resiliente e orientado para a criação de emprego. As recomendações integram o novo Quadro de Parceria com o País (QPP) para o período 2026-2031, aprovado pelo Conselho de Administração da instituição.

Segundo o Banco Mundial, Moçambique dispõe de um elevado potencial de crescimento graças aos seus recursos naturais, localização estratégica e população maioritariamente jovem. No entanto, a concretização desse potencial exige reformas estruturais e investimentos direccionados para sectores capazes de dinamizar a economia e reduzir a pobreza.

Entre as cinco prioridades destacadas estão o reforço da estabilidade macrofiscal, o desenvolvimento de competências da força de trabalho, a expansão do acesso à energia, a revitalização dos corredores económicos e o estímulo ao investimento privado nos sectores do agronegócio e do turismo. A estratégia procura criar condições para aumentar a competitividade do país e gerar empregos sustentáveis, sobretudo para jovens e mulheres.

O Banco Mundial considera que a estabilidade macroeconómica é essencial para atrair investimento, recomendando uma melhor gestão das finanças públicas e da dívida. Em paralelo, defende investimentos na formação profissional para responder às necessidades do mercado de trabalho e elevar a produtividade nacional.

A instituição aponta ainda a energia como um dos principais motores da transformação económica. O plano prevê a expansão do acesso à electricidade e o fortalecimento dos principais corredores económicos do país, criando melhores condições para a actividade industrial, logística e comercial.

Nos sectores produtivos, o Banco Mundial identifica o agronegócio e o turismo como actividades com maior capacidade de gerar emprego e impulsionar o crescimento inclusivo. Para isso, pretende mobilizar instrumentos financeiros, garantias e mecanismos de financiamento misto que incentivem uma maior participação do sector privado. Entre as iniciativas previstas destacam-se os programas Mission 300 e AgriConnect.

Durante a implementação da estratégia, o Grupo Banco Mundial estima mobilizar cerca de 2,5 mil milhões de dólares em apoio a Moçambique. Paralelamente, aprovou um financiamento adicional de aproximadamente 450 milhões de dólares através da Janela de Prevenção e Resiliência, destinado a reforçar a estabilidade, reduzir factores de fragilidade e aumentar a capacidade de resposta do país perante choques económicos e climáticos.

Para a instituição financeira, a combinação de reformas económicas, fortalecimento institucional e maior participação do sector privado será determinante para transformar o potencial de Moçambique em crescimento sustentável, redução da pobreza e criação de oportunidades de emprego ao longo dos próximos anos.

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