Fábrica de processamento recebe reforço de arroz em Chókwe
A medida foi anunciada, no parlamento pelo Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural e surge como solução para o problema da falta de mercado, revelado pelos produtores de arroz do Regadio de Chókwe, apoiados pelo Projecto Sustenta. Produtores de arroz apoiados pelo Projecto Sustenta, no Regadio do distrito de Chókwe, reclamaram recentemente da falta de mercado para a comercialização de toneladas daquele cereal. Trata-se, entre outros grupos, de mulheres da Associação Ahikhomeni Vavasati, que incrementaram a produção de arroz, nos 71 hectares que exploram, mas não tinham acesso ao mercado.
O problema já ficou no passado, segundo anunciou o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, na sessão de respostas às perguntas formuladas ao Governo pelos deputados da Assembleia da República. A solução encontrada passa pela aquisição de todos os excedentes de arroz, pela fábrica do processamento pertencente ao Complexo Agroindustrial do Chókwe, uma unidade fabril que estava inoperacional há mais de três anos.
“A fábrica de processamento de arroz CAIC (Complexo Agroindustrial do Chókwe) voltou a operar, sendo que irá absorver toda a produção de arroz do distrito de Chókwe”, introduziu o titular da pasta da agricultura, detalhando que “está em curso ou iniciou a aquisição de toda esta produção, depois de uma negociação que levou alguns dias, devido ao preço do arroz e, neste momento, a CAIC está a comprar o arroz a 17,5 meticais à porta da machamba, contra os 14,5 meticais da campanha passada”.
Celso Correia falou ainda dos ganhos que o projecto Sustenta já trouxe, sete meses após o lançamento e apelou ao combate daquilo que chama de negativismo em relação à agricultura. “Temos que acreditar e valorizar as nossas conquistas”, defende o ministro, para quem “o negativismo que se tenta transmitir à prática da agricultura deve ser combatido. Como sabem, a nossa base produtiva familiar está envelhecida e o sucesso da agricultura passa, assim, pela adopção de políticas que vão muito além do que as sectoriais”.
A reactivação da fábrica que está a comprar excedentes de arroz em Chókwe completa a terceira cadeia de valor impulsionada pelo Sustenta, depois da inauguração de uma unidade de processamento de Banana, em Moamba, província de Maputo e a fábrica de processamento de Malema, na província de Nampula.
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