O Presidente do Conselho Municipal da Cidade da Matola, Júlio Parruque, ordenou a remoção de construções erguidas ilegalmente em áreas de mangal no bairro Matola “A”, após constatar a ocupação indevida de zonas de protecção ambiental durante uma visita de fiscalização realizada na quarta-feira, 29 de Julho.
Na ocasião, o edil interditou novas construções no local e estabeleceu um prazo de 24 horas para a remoção das habitações construídas de forma irregular, numa medida que visa travar a degradação do ecossistema costeiro e reduzir os riscos ambientais associados à ocupação desordenada destas áreas.
Acompanhado por membros do município, Parruque percorreu a pé a zona do mangal, onde manifestou preocupação com a destruição progressiva daquele que é considerado um importante sistema natural de protecção da orla marítima da cidade da Matola.
O presidente do município criticou a actuação das autoridades locais que têm permitido a construção de residências em áreas ambientalmente protegidas, alertando para as consequências que este tipo de ocupação pode representar, nomeadamente a erosão costeira, o aumento do risco de inundações e a perda da biodiversidade.
Como resposta à situação, o município decidiu reforçar as medidas de preservação ambiental, com destaque para a ampliação do programa de reflorestamento do mangal. A meta anual de plantio foi revista em alta, passando de cinco mil para 50 mil mudas, numa iniciativa que pretende recuperar as áreas degradadas e fortalecer a capacidade de protecção natural da costa matolense.
Os mangais desempenham um papel fundamental na protecção dos ecossistemas costeiros, funcionando como barreiras naturais contra fenómenos climáticos extremos, além de contribuírem para a captura de carbono, a conservação da biodiversidade e a sustentabilidade das actividades económicas ligadas aos recursos marinhos.
A decisão do Conselho Municipal surge num contexto de crescente pressão urbanística sobre as zonas costeiras, colocando em evidência a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa e de uma maior sensibilização das comunidades para a importância da preservação das áreas de protecção ambiental.
Com o reforço das acções de fiscalização e reflorestamento, o município pretende assegurar a recuperação do mangal da Matola e promover um modelo de desenvolvimento urbano mais sustentável e resiliente às alterações climáticas.












