O projecto hidroeléctrico de Mpanda Nkuwa deverá gerar cerca de 14 mil milhões de dólares norte-americanos em receitas ao longo dos seus primeiros 30 anos de operação, consolidando-se como um dos maiores investimentos estruturantes do sector energético nacional. Os promotores do empreendimento defendem que a iniciativa representa “um marco para a segurança energética e o desenvolvimento económico de Moçambique”, graças ao seu potencial para impulsionar a industrialização e reforçar a integração energética regional.
Com uma capacidade instalada prevista de aproximadamente 1.500 megawatts (MW), a barragem será construída no rio Zambeze, na província de Tete, a cerca de 61 quilómetros a jusante da Hidroeléctrica de Cahora Bassa. O projecto, avaliado em cerca de 5 mil milhões de dólares, é considerado estratégico para aumentar a produção de energia limpa e responder à crescente procura dos mercados nacional e regional.
Segundo a informação divulgada pelos responsáveis do projecto, as receitas estimadas serão geradas sobretudo através da comercialização de energia eléctrica, contribuindo para o aumento das exportações, da arrecadação fiscal e da atracção de novos investimentos para sectores produtivos. “Mpanda Nkuwa será um importante catalisador do crescimento económico do país”, sustentam os promotores.
Para além do impacto financeiro, espera-se que o empreendimento gere milhares de empregos directos e indirectos durante as fases de construção e operação, estimule o desenvolvimento de infra-estruturas e aumente a disponibilidade de energia para novos investimentos industriais. Parte significativa da energia produzida deverá ser destinada ao mercado nacional, contribuindo para a expansão do acesso à electricidade e para a implementação dos programas de industrialização do Governo.
O projecto está a ser desenvolvido através de uma parceria entre entidades públicas e privadas, com o apoio de instituições financeiras internacionais, sendo igualmente apontado como um dos principais projectos de energia renovável em África. A sua implementação deverá reforçar o posicionamento de Moçambique como um fornecedor estratégico de energia na região da África Austral.
Com o início da produção comercial previsto para a próxima década, Mpanda Nkuwa surge como um dos maiores activos económicos do país, com potencial para gerar benefícios sustentáveis durante várias décadas e consolidar o papel de Moçambique no mercado energético regional.












