Governo prevê recuperação económica

O Plano Económico e Social 2018 aponta para a recuperação da economia, depois da depressão que atingiu o ponto mais alto em 2016. Os vários indicadores macroeconómicos indicam este sentido, desde a infl ação, IDE, PIB, índice geral de preços, até às reservas internacionais.

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O ano que há pouco começou traz boas perspectivas para o comportamento dos principais indicadores macroeconómicos no país. Segundo o Plano Económico e Social 2018 (PES 2018), o instrumento de programação e de gestão da actividade económica e social que orienta a acção governativa, a economia nacional poderá crescer 5.3%, contra os pouco mais de 3% registados em 2017.

Trata-se de um crescimento que será sustentado pelo bom desempenho de quase todos os sectores de actividades, com ênfase para a agricultura, indústria transformadora, comércio, transportes e indústria extractiva.

A agricultura, considerada base do desenvolvimento desde a independência, apesar de se esperar que cresça menos (4.4%) em relação a 2017, em que atingiu aproximadamente 6%, poderá jogar um papel determinante no bom desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) este ano.

Há que assinalar, também, que os sectores do comércio e transportes poderão registar um desempenho assinalável, ao crescerem 7.2% e 6.1%, respectivamente. No ano passado, estes dois sectores não foram para além de 4.4% e 4.3%, respectivamente.

Agostinho do Rosário, Primeiro Ministro da República de Moçambique

Porém, a esperança de muitos moçambicanos por dias melhores está no sector extractivo, porque se espera que iniciemos importantes projectos de gás na Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado. Ainda assim, este ano o sector poderá não crescer para além de aproximadamente 14%, contra os 24% registados em 2017.

Mesmo assim, não deixa de ser encorajadora a tendência de subida dos preços das matérias- -primas no mercado internacional, com destaque para o carvão e o gás natural. Além do PIB, há outros importantes objectivos perseguidos pelo PES, nomeadamente uma inflação de 11.9%, contra 15.1% de 2017. As Reservas Internacionais devem atingir cerca de 2.2 mil milhões de dólares, suficientes para cobrir seis meses de importações.

Mas há, igualmente, um dado importante no que diz respeito ao Investimento Directo Estrangeiro (IDE), uma importante fonte de divisas que nos últimos anos escassearam na economia moçambicana.

Há cinco anos, Moçambique foi um dos importantes destinos de investimento, chegando a encaixar qualquer coisa como sete biliões de dólares norte-americanos.

Foi um período em que o carvão estava em alta, tal como o gás natural, e a corrida ao país era intensa. Para este ano, o IDE poderá ser de aproximadamente três biliões de dólares (USD 2 850 biliões), muito abaixo da metade do recorde, há cinco anos.

Este valor está, igualmente, abaixo dos 2 981 biliões de dólares registados em 2017. Este cenário estará associado a factores como a redução de investimento no sector carbonífero, crise político-militar e a crise que assola a economia do país.

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