A Mozal registou um desempenho expressivo nas exportações, ao alcançar cerca de 1,3 mil milhões de dólares em receitas antes do anúncio da suspensão das suas operações, reforçando o seu papel estratégico na economia moçambicana.
A fundição de alumínio, localizada na província de Maputo, tem sido, ao longo dos anos, um dos principais motores das exportações nacionais, contribuindo de forma significativa para a balança comercial do país. Este resultado surge num contexto de crescente pressão sobre os custos operacionais, em particular os relacionados com a energia, considerada um dos principais factores que impactam a sustentabilidade da actividade.
A Mozal, operada pela multinacional South32, vinha enfrentando desafios associados ao aumento das tarifas energéticas, um elemento crítico para a indústria de alumínio, altamente intensiva em consumo de الكهرباء. A empresa já havia sinalizado que os actuais custos tornam a operação menos competitiva no mercado global, abrindo espaço para a decisão de suspender as actividades.
Apesar do cenário de incerteza, o volume de exportações alcançado até ao momento evidencia a relevância da Mozal para o país, não apenas como geradora de receitas externas, mas também como empregadora e catalisadora de cadeias de valor associadas.
Analistas apontam que a eventual paralisação da fundição poderá ter impactos consideráveis na economia, incluindo na redução das exportações, pressão sobre a taxa de câmbio e efeitos indirectos sobre fornecedores e serviços ligados à operação industrial.
Ainda assim, a South32 já admitiu a possibilidade de reactivação futura da unidade, caso sejam criadas condições mais favoráveis, sobretudo no que diz respeito ao custo de energia e ao enquadramento regulatório.
A situação da Mozal volta a colocar em debate a necessidade de políticas energéticas competitivas e sustentáveis, capazes de assegurar a viabilidade de grandes projectos industriais e de preservar o seu contributo para o crescimento económico de Moçambique.











