Moçambique prevê um recorde na produção de carvão em 2026, para mais de 22 milhões de toneladas, refletindo um crescimento global de 15% face à estimativa para este ano, segundo dados do Governo.
O PESOE 2026 aponta para 9,3 milhões de toneladas de carvão coque e 13,1 milhões de toneladas de carvão térmico, ambos com crescimento de 15%, apoiados na melhoria das plantas de processamento em Tete. O Governo reconhece, porém, a pressão da queda dos preços internacionais devido ao avanço das energias limpas.
O plano recorda que o país deverá produzir 19 milhões de toneladas em 2025, acima das 16,3 milhões de 2024. A Vulcan, que opera uma área de 250 quilómetros quadrados em Moatize, mantém produção elevada desde que adquiriu as minas à Vale por mais de 270 milhões de dólares.
A Vale esteve em Moçambique durante 15 anos, explorando a mina de Moatize e 912 quilómetros de ferrovia no Corredor de Nacala, activos que também foram vendidos à Vulcan. Apesar da relevância histórica do carvão, o gás natural liderou as exportações no primeiro trimestre com 567,7 milhões de dólares.
As vendas de carvão caíram 35% no primeiro trimestre, para 300,8 milhões de dólares, devido a paralisações, ruturas na linha férrea causadas por intempéries e bloqueios pós-eleitorais que dificultaram a movimentação de trabalhadores. A queda de 6% no preço internacional agravou o cenário.
No mesmo período, o alumínio também ultrapassou o carvão, com exportações de 380,7 milhões de dólares, um crescimento homólogo de 88,3%, reforçando a mudança momentânea no perfil das vendas externas do país.












