Integração Financeira Regional Vista Como Chave para Fortalecer a Bolsa de Moçambique

O Governo moçambicano defende o reforço da integração regional entre bolsas de valores como estratégia para dinamizar o investimento, aumentar a competitividade financeira e fortalecer o mercado de capitais nacional. A posição foi manifestada esta quarta-feira, em Maputo, pela ministra das Finanças, Carla Louveira, durante uma cerimónia promovida pela Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), dedicada à distinção dos melhores parceiros do mercado.

Na ocasião, a governante sublinhou que a cooperação entre bolsas africanas, especialmente no espaço regional e lusófono, pode constituir uma alavanca concreta para o crescimento económico sustentável, ao facilitar o acesso ao financiamento e atrair novos investidores. Segundo explicou, a integração permitirá harmonizar regras, partilhar tecnologia e desenvolver novos produtos financeiros, factores considerados essenciais para tornar os mercados mais eficientes e competitivos.

A ministra destacou ainda que a articulação entre bolsas da região poderá contribuir para aumentar a liquidez do mercado, melhorar a qualificação dos recursos humanos e criar condições para maior mobilização de capital, tanto interno como externo. O Executivo encoraja, por isso, a BVM a aprofundar a cooperação com instituições congéneres da África Austral e de outros mercados internacionais, de modo a posicionar o país num contexto financeiro mais integrado.

A aposta na integração regional está alinhada com iniciativas em curso na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, onde as bolsas de valores trabalham na criação de mecanismos comuns para facilitar investimentos transfronteiriços e harmonizar os sistemas de negociação. Entre os objectivos está a criação de uma plataforma regional capaz de aumentar o volume de transacções e tornar a região mais atractiva para investidores internacionais.

Actualmente, a Bolsa de Valores de Moçambique, criada em 1999, tem vindo a ganhar relevância no sistema financeiro nacional, sendo vista pelo Governo como um complemento ao financiamento bancário e um instrumento fundamental para apoiar o crescimento do sector empresarial e promover maior inclusão financeira no país.

Com esta estratégia, o Executivo pretende reforçar o papel do mercado de capitais no desenvolvimento económico, criando condições para que empresas nacionais tenham mais alternativas de financiamento e para que investidores encontrem um ambiente mais seguro, transparente e integrado a nível regional.

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