O Governo de Moçambique reafirmou o seu compromisso em assegurar a continuidade operacional da Mozal, num sinal claro ao mercado e aos investidores sobre a importância estratégica da maior fundição de alumínio do país para a estabilidade macroeconómica, o investimento estrangeiro directo e o desempenho das exportações nacionais.
Em declarações recentes, o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, garantiu que decorrem negociações com os parceiros da Mozal e com operadores do sector energético para viabilizar um novo acordo de fornecimento de energia eléctrica em condições competitivas, factor considerado crítico para a viabilidade financeira da unidade após o término do contrato actual, previsto para março de 2026.
“Estamos a trabalhar para assegurar previsibilidade, sustentabilidade e competitividade, condições essenciais para manter este investimento estratégico em funcionamento”, afirmou o governante.
Operada pela multinacional australiana South32, a Mozal representa um dos maiores investimentos industriais alguma vez realizados em Moçambique, com impacto directo nas contas externas, nas receitas fiscais e na confiança dos investidores internacionais. O eventual encerramento temporário da unidade colocaria pressão adicional sobre as exportações, num contexto de ajustamento económico e necessidade de consolidação das finanças públicas.
De acordo com analistas do sector, a Mozal contribui de forma relevante para o equilíbrio da balança comercial, sendo o alumínio um dos principais produtos de exportação do país. A manutenção da fábrica em operação é, por isso, vista como determinante para a estabilidade do fluxo de divisas e para a percepção de risco do mercado moçambicano.
Fontes próximas do processo indicam que estão em avaliação modelos alternativos de fornecimento energético, envolvendo a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), com o objectivo de reduzir custos operacionais e garantir retornos sustentáveis para os accionistas, num sector fortemente exposto à volatilidade dos preços internacionais da energia e do alumínio.
A posição assumida pelo Governo surge como um sinal positivo para os mercados, num momento em que Moçambique procura consolidar a retoma económica, reforçar a atracção de capital estrangeiro e preservar activos industriais âncora considerados críticos para o crescimento de médio e longo prazo.








