Vale assina acordo para adquirir participação da Mitsui em Moatize e CLN

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A Vale assinou, esta quarta-feira, dia 20 de Janeiro, um memorando de entendimento (HoA – Heads of Agreement) com a Mitsui, permitindo que as partes estruturem a saída da Mitsui da mina de carvão de Moatize e do Corredor Logístico de Nacala (CLN), como um primeiro passo para o desinvestimento da Vale no negócio de carvão. A transação está em linha com o foco da empresa em dar prioridade aos seus principais negócios e à sua agenda ESG (Estratégia, Social e Governamental), empenhada em tornar-se carbono neutro até 2050 e em reduzir 33% de suas emissões até 2030.

Heads of Agreement

O acordo estabelece os principais termos para a aquisição pela Vale da totalidade das participações da Mitsui – 15% na mina de Moatize, juntamente com 50% de participação e todos os outros créditos minoritários que a Mitsui detém na CLN. O objetivo das partes é que a saída da Mitsui possa ser concluída durante 2021, o que está sujeito à execução do contrato definitivo e a condições precedentes usuais neste tipo de transação.

O HoA prevê que a Vale compre, por US$ 1,00 (um dólar americano), a participação em cada um dos ativos de mina e logística de titularidade da Mitsui. Após o encerramento da transação, a Vale consolidará as entidades da CLN e, portanto, todos os seus ativos e passivos, incluindo o Project Finance do Corredor de Nacala, que tem cerca de US$ 2,5 bilhões de saldo remanescente. A consolidação do Project Finance implicará aproximadamente US$ 300 milhões por ano em despesas operacionais na mina de Moatize, associadas à tarifa do CLN. Actualmente, estas despesas impactam o EBITDA do Negócio de Carvão, com reclassificação como despesas financeiras, amortização de dívidas, investimento de manutenção das operações e outros, com um aumento equivalente no EBITDA do Negócio de Carvão. O futuro refinanciamento do Project Finance e simplificação da estrutura levarão a uma economia anual estimada de aproximadamente US$ 25 milhões.

Com o acordo para a aquisição das participações da Mitsui e, consequentemente, a simplificação da gestão dos ativos, a Vale iniciará o processo de desinvestimento da sua participação no negócio de carvão, que será marcado pela preservação da continuidade operacional de Moatize e do CLN, procurando um terceiro interessado nestes ativos.

Iniciativas para melhoria operacional

A Vale tem vindo a implementar duas iniciativas que devem produzir resultados sustentáveis na mina de Moatize: um novo plano de lavra e uma nova estratégia operacional para as plantas de beneficiamento de carvão.

O novo plano de lavra prioriza corpos de minério de melhor qualidade, com melhor relação estéril/minério, o que pode viabilizar um melhor mix de produtos e a redução de custos, resultado dos investimentos realizados nos últimos três, visando um melhor conhecimento dos recursos e reservas.

As duas plantas de processamento serão revitalizadas e adaptadas para um novo flowsheet (fluxo), em implementação desde Novembro de 2020. Assim que estiver totalmente realizado, a Vale espera retomar o ramp-up, alcançando um ritmo de produção de 15 milhões de toneladas em 2021 e de 18 milhões de toneladas em 2022.

Processo de desinvestimento

 

Ao longo dos últimos 15 anos, a Vale tem atuado em parceria com os governos de Moçambique e Malawi, na implantação da mina de Moatize e dos 912 km do CLN, para transporte de carvão, além da revitalização das operações de carga geral e de transporte de passageiros. Estes investimentos representam um legado relevante para estes países e são um importante vetor de desenvolvimento local.

Em linha com o seu pilar estratégico do Novo Pacto com a Sociedade, enquanto procura conduzir um processo responsável de busca de interessados no negócio de carvão, a Vale continuará a suportar o ramp-up do projeto e manterá todos os seus compromissos com a sociedade e os stakeholders, incluindo obrigações já assumidas quanto a direitos trabalhistas e reassentamentos.

A assinatura do acordo com a Mitsui, enquanto etapa inicial para o desinvestimento do negócio de carvão, está em linha com a estratégia de disciplina na alocação de capital e simplificação do portfólio da empresa. Reforça também a ambição da Vale de se tornar líder na mineração de baixo carbono, assumindo o seu compromisso com o Acordo de Paris.

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