UE e BEI desembolsam 500 milhões de euros para o Projecto Mpanda Nkuwa

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O Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (GMNK), esta semana, o desembolso de 500 milhões de euros (pouco mais de 535 milhões de dólares), destinados para o desenvolvimento da barragem.  O financiamento foi disponibilizado pela União Europeia (UE) e o Banco Europeu de Investimento (BEI).

Mphanda Nkuwa, é uma infra-estrutura hidroeléctrica a ser erguida no rio Zambeze, a 61 quilómetros a jusante de Cahora Bassa, bem como a respectiva linha de transmissão de Tete para Maputo, cujo orçamento total é de US$ 4,5 mil milhões de dólares.

O anúncio foi feito num encontro entre o Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (GMNK) e uma delegação de alto nível da União Europeia e do Banco Europeu de Investimento para a discussão de matérias relacionadas com a estruturação e financiamento do empreendimento.

Com efeito, a UE e o BEI vão financiar o projecto da infra-estrutura da linha de transporte de energia de alta tensão até 300 milhões de euros, dos quais 50 milhões em termos não reembolsáveis (donativo) e em 200 milhões de euros para o projecto da Central Hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa.

Na ocasião, a delegação europeia recebeu informação sobre o estágio do projecto, estudos técnicos e ambientais, financiamento, selecção do parceiro estratégico, mercado de energia e o cronograma de implementação.

O GMNK assegura que o projecto está a ser executado em rigorosa conformidade com os padrões e ferramentas globais de sustentabilidade social, ambiental e governança, internacionalmente aceites para a mitigação dos impactos negativos e maximização dos aspectos positivos; avaliação e certificação do projecto, que privilegiem a criação de oportunidades para as comunidades locais, minimizem e mitiguem o impacto adverso no património de biodiversidade.

O projecto será a opção de menor custo de geração de energia. Irá posicionar Moçambique como pólo energético regional, contribuir para o acesso universal e industrialização, criação de emprego, capacitação técnica e exportação de energia.

O projecto de Mphanda Nkuwa será fundamental para a transição energética e descarbonização da região Austral do continente africano.

Recentemente, o Governo moçambicano anunciou que um consórcio liderado pela Electricidade de França (EDF) e que integra a petrolífera TotalEnergies foi escolhido como “concorrente preferencial” para implementar o projecto em regime de concessão.