Total irá fechar brevemente um financiamento de USD 16 biliões para gás do Rovuma 

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A petrolífera francesa Total, líder do projecto Golfinnho/Atum, localizado na Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, informou recentemente, que vai assinar dentro de poucos dias, o acordo que garante o financiamento de 16 biliões de dólares para o projecto de gás da Bacia do Rovuma, Golfinho Atum. Com a quantia, irão faltar cerca de quatro biliões para ter o financiamento global do projecto de 20 biliões de dólares.


O valor corresponde a cerca de 80 por cento da quantia necessária para o investimento.


Com grande parte do dinheiro quase fechado, a companhia diz não ter dúvidas que a primeira produção de gás do projecto inicie, conforme previsto, em 2024. Entretanto, o pico de produção de cerca de 13.12 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano só poderá ser alcançado um ano depois, em 2025.


Até aqui, o consórcio liderado pela Total diz já ter gasto 699 milhões de dólares com empresas moçambicanas, prestadoras de serviços diversos e diz ter criado cerca de 5500 postos de trabalho até Janeiro de 2020, mas a ambição da Total é criar até o ano 2023 cerca de 14 mil empregos, ou seja, cerca de nove mil empregos acima dos previstos no ano passado.


Em termos de receitas para o Estado, relacionadas com impostos directos e indirectos, a Total espera pagar cerca de 50 biliões de dólares durante os 25 anos de operação do projecto. Neste momento, devido à pandemia da COVID-19, o consórcio teve que dispensar cerca de cinco mil trabalhadores, dos cerca de 6100 que tinha em Dezembro do ano passado. Mas como a situação está praticamente controlada em Afungi, a Total espera chamar 3500 trabalhadores até Julho, um número que poderá aumentar até 6500 até Dezembro deste ano. 

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