Quem rejeitou “Emprego” deve sentir-se arrependido

“Emprego” é hoje a maior plataforma de busca e oferta de emprego em Moçambique, tendo inclusive já se expandido para países como Angola e Grécia, preparando-se para aterrar em territórios namibiano e congolês ainda este ano.

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Frederico Silva, sócio-fundador da marca, acredita que deve haver um certo arrependimento dos parceiros que não aceitaram abraçar a aposta quando começou. “Quando lançámos o Emprego, fizemos contacto com várias instituições e grandes empresas, mas sentimos que havia uma postura em que se olhava para o jovem como alguém que tem falta de experiência e de credibilidade”, conta.

“Essas empresas, ao verem que o negócio já se expandiu para Angola, Grécia e que vai expandir-se para Namíbia e Congo, certamente devem sentir que podia ter sido uma boa aposta”, observa, para de seguida explicar que o apoio de que precisavam não era todo de ordem financeira: “Na altura, o nosso nível de exigência era muito diminuto e quem quer que nos desse a mão (não necessariamente de ordem financeira) nós estávamos a precisar, mas não tivemos muitas empresas a dar-nos essa mão.”

Silva acredita também que o facto de um jovem como ele ter sido bem-sucedido na sua aposta (inovadora) mudou a forma como os investidores olham para as iniciativas de muitos jovens: “O que sinto é que hoje o jovem que decidir empreender vai ter menos dissabores do que quando nós [o meu sócio e eu] começámos. Não acho que não existam obstáculos. Eles vão sempre existir, e são vários. Mas nós mudamos um pouco a cultura empresarial de como o jovem é visto.”

Ser um empreendedor não é fácil, garante Silva, que crê em energia positiva para enfrentar os obstáculos: “Tenho uma crença muito forte em energia positiva, que consiste em encarar o que vemos de menos bom como algo que é necessário para uma aprendizagem ou para nos dar outro tipo de oportunidade que nos faz valorizar.”

Graduado em Gestão de Marketing na Cidade do Cabo (África do Sul), Silva é que criou a marca Thopela e já esteve na condução da direcção comercial e de marketing da MultiChoice. Actualmente com 34 anos de idade, o seu primeiro contacto com tecnologia foi aos 25 anos de idade. “Emprego” faz parte da empresa UX, ao lado de outras marcas como Biscate, Mopa e Soma. Silva diz que obter o êxito que o seu sócio e ele estão a ter passa por saber encontrar o equilíbrio.

“Empreender é algo que é visto como um mar de rosas por muitos e por outros como um sacrifício eterno. Eu diria que empreender se encontra no meio-termo”, afirma. “Consegue-se ter uma vida apaixonada em que corremos por gosto (quem corre por gosto não se cansa) e com um equilíbrio muito grande dentro do quanto gostamos do que fazemos e do quanto trabalhamos afincadamente para atingir um objectivo”, conclui.

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