Número de queixas contra bancos moçambicanos duplicou no segundo semestre de 2023

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Os clientes dos bancos moçambicanos apresentaram, em média, quatro reclamações por dia contra as instituições do sistema financeiro no segundo semestre de 2023, o dobro dos primeiros seis meses, segundo dados do Banco de Moçambique.

O Banco Comercial e de Investimentos (BCI), controlado pelo grupo Caixa Geral de Depósitos, e o Millennium Banco Internacional de Moçambique (BIM), do grupo português BCP, totalizaram, respetivamente 209 e 169 queixas, do total de 741 reclamações recebidas no banco central, mas são também as duas únicas classificadas com mais de um milhão de clientes no país.

Assim, BCI e Millennium BIM apresentaram um índice de reclamações (queixas por cada 100 mil clientes), respetivamente, de 9,15 e 8,58.

Em causa, segundo a análise global do Banco de Moçambique, estão sobretudo queixas sobre contas bancárias, créditos, máquinas ATM, operações cambiais, moeda eletrónica a transferências, entre outras.

Nos primeiros seis meses de 2023, segundo dados anteriores, os clientes do sistema financeiro moçambicano tinham apresentado um total de 349 reclamações no banco central, correspondente a uma média de duas por dia.

Ainda segundo os dados do segundo semestre de 2023, os três bancos classificados com 200 mil a um milhão de clientes, os sul-africanos Absa e Standard Bank, juntamente com o Moza Banco, somaram respetivamente 28 queixas (índice 12,7), 51 (9,8) e 30 (12,3) reclamações.

A lista do Banco de Moçambique integra queixas relativas a 24 instituições de crédito e sociedades financeiras, entre as quais 14 bancos, seis microbancos, duas cooperativas e duas instituições de moeda eletrónica.