MRM está entre os maiores contribuintes do sector para a receita fiscal de Moçambique

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Montepuez Ruby Mining (MRM) é a segunda empresa do sector mineiro que mais pagou ao Estado moçambicano, consecutivamente, nos anos 2017 e 2018, indica o 8.º relatório da Iniciativa de Transparência na Indústria Extractiva (ITIE).


Segundo o documento, a MRM contribuiu, em 2017, com 2,06 mil milhões de meticais e, em 2018, com 2,3 mil milhões de meticais, totalizando em aproximadamente 4,5 mil milhões de meticais ao Estado moçambicano, segundo os dados reconciliados de todos os pagamentos feitos pela empresa nestes dois anos e oficialmente confirmados pelo Estado.


Cresceram as contribuições da MRM e, ao mesmo tempo, cresceram os ganhos do Estado vindos da indústria extractiva, tendo a contribuição deste sector para o Produto Interno Bruto situado-se em 6,86% e 7,35%, respectivamente, nos anos de 2017 e 2018.


Para esta pesquisa, que é a base do relatório da ITIE, foram seleccionadas 29 empresas do sector da indústria extractiva, com contabilidade organizada e auditada, sendo 11 do sector de hidrocarbonetos e 18 do sector mineiro.


Destaque-se que a posição de segundo maior contribuinte é referente ao país inteiro, pois, relativamente à província de Cabo Delgado, a MRM domina as contribuições, tendo sido distinguida de 2014 a 2018 como o maior contribuinte local.


A realidade este ano deverá, no entanto, ser bem diferente, tendo o presidente executivo da Gemfields, Sean Gilbertson, afirmado este mês que o desempenho financeiro da empresa será este ano profundamente afectado pela pandemia de Covid-19, que obrigou à suspensão dos leilões de pedras preciosas responsáveis por 93% da facturação da empresa no ano de 2019.


A Montepuez Ruby Mining é detida em 75% pela Gemfields, empresa com sede em Guernsey e nos restantes 25% pela empresa moçambicana Mwiriti Limitada.

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