Investimento em Cibersegurança é um imperativo para o desenvolvimento institucional  

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A Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) participou, recentemente, em Maputo, no “Cybersecurity Summit Moçambique”, evento co-organizado pela Média Club e Bravantic.

O evento reuniu à mesma mesa players do sector (empresas nacionais e internacionais do ramo tecnológico), instituições financeiras e entidades governamentais, para uma reflexão em torno da cibersegurança no país, em África e no mundo.

Na ocasião, o Presidente do Conselho de Administração da BVM, Salim Cripton Valá, defendeu a necessidade de as empresas, sobretudo as que actuam no ramo financeiro, apostarem em investimento significativo no domínio da cibersegurança.

Para Salim Valá, o investimento em cibersegurança configura hoje, um verdadeiro imperativo para as empresas e uma aposta inequívoca  nesta área permite dar uma resposta cabal aos desafios de segurança, que tendem a aumentar com a evolução tecnológica e das sociedades.

O PCA da BVM foi orador no painel que debateu as “Tendências da Cibersegurança em África” bem como a “Detecção e prevenção de ciberataques: novos desafios para as organizações”.   

“A questão da cibersegurança é vital para as instituições financeiras. No caso específico do sistema financeiro, isto pode afectar na questão da liquidez, perda do acesso a recursos de que as instituições dispõem.  Temos casos extremos, em que vemos os nossos serviços a serem interrompidos, e isso só pode ser ultrapassado se tivermos mais capacidade, mais resiliência e com sistemas mais robustos”, defendeu Salim Cripton Valá.

Num outro desenvolvimento, o PCA da BVM referiu que, nos últimos anos, as vulnerabilidades aos ciberataques aumentaram e as instituições são convocadas a adoptar um conjunto de medidas, onde se destacam, dentre várias, a melhoria do quadro analítico das instituições, o investimento em tecnologia (hardware e software) bem como a introdução de sistemas robustos de monitoria e o reforço da capacidade humana e tecnológica de resistência aos ataques cibernéticos.

Apesar dos esforços que temos estado a fazer, e do facto da nossa Bolsa de Valores ser ainda de reduzida dimensão, volume de negócios e liquidez (com 13 empresas cotadas, capitalização bolsista em % do PIB de 24,59%, volume de negócios de 16.177,62 milhões de MT e índice de liquidez de 9,14%), não podemos perder de vista que instituições financeiras como a Bolsa de Valores de Nova York, NASDAQ, EQUIVOX, JPMORGAN CHASE, Banco de Bangladesh e Bolsa de Valores da Índia (em Mumbai), sofreram no passado ataques que resultaram na interrupção de serviços, manipulação de preços, roubo de informação, prejuízos financeiros ou danos reputacionais. 

A finalizar, Valá reconheceu a “necessidade contínuo do aprimoramento das medidas de segurança, para reduzir os riscos e apostar na resiliência cibernética, enfatizando que isso requer uma capacitação permanente, partilha de informação entre as nossas instituições e encarar a segurança cibernética como um desafio de responsabilidades partilhadas”.