Cimentos de Moçambique passa para a gestão de capitais de chineses

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A Cimentos de Moçambique passará a ser controlada pelo grupo chinês Huaxin Cement, que adquiriu a totalidade das acções da InterCement Trading Inversiones na empresa, informou o jornal notícias na sua edição de sábado.

O jornal refere que a Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) esclarece, num anúncio, que recebeu, no mês passado, uma notificação de operação de concentração de empresas, no âmbito da Lei da Concorrência. A acção consistiu na aquisição pela Huaxin de 100% das participações detidas pela InterCement na Nepal Portland Cement Company (NPC), até então proprietária da Cimentos de Moçambique.

O anúncio da ARC faz saber que o destaque das empresas envolvidas na presente operação vai para a Huaxin Hong Kong, uma subsidiária integralmente detida pela Huaxin, registada em Hong Kong mas constituída na China. Detém 300 filiais em dez províncias e cidades chinesas e em outros nove países, nomeadamente Tajiquistão, Quirguizistão, Uzbequistão, Camboja, Nepal, Tanzânia, Zâmbia, Maláui e Omã, onde actua nos mercados de fabrico e venda de cimento.

A Huaxin fabrica agregados e betão, desenvolve actividades de gestão de resíduos e possui o seu próprio equipamento de processamento do cimento e resíduos com tecnologia própria.

Por sua vez, a NPC detém participações em empresas sul-africanas e moçambicanas, nomeadamente na InterCement South Africa Proprietary Limited (na África do Sul) e na Cimentos de Moçambique (em Moçambique).

Estabelecida na África do Sul, a NPC é detida por uma holding (InterCement Trading Inversions) constituída de acordo com as leis da Espanha. A empresa fabrica e vende cimento, agregados e betão e gere resíduos na província de KwaZulu Natal.