Banco de Moçambique adopta medidas adicionais para mitigar efeitos do Covid-19

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O Banco de Moçambique decidiu introduzir medidas adicionais para reforçar a liquidez em moeda estrangeira em moeda nacional, incluindo uma linha de financiamento no valor de 500 milhões de dólares, para mitigar os impactos macroeconómicos decorrentes do novo vírus corona, segundo um comunicado divulgado domingo em Maputo.

O comunicado assinado pelo governador da instituição, Rogério Zandamela, apresenta como tema a introdução de linhas de crédito em moeda estrangeira para os bancos e relaxamento das condições de reestruturação dos créditos dos clientes bancários para a mitigação dos efeitos do Covid-19.

Além da linha de financiamento em dólares, o banco central moçambicano decidiu autorizar a não constituição de provisões adicionais pelas instituições de crédito e sociedades financeiras nos casos de renegociação dos termos e condições dos empréstimos, antes do seu vencimento, para os clientes afectados pela pandemia do Covid-19, com efeitos a partir do dia 23 de Março até 31 de Dezembro de 2020.

O comunicado acrescenta que estas medidas reforçam as decisões anteriormente tomadas e visam disponibilizar liquidez em moeda estrangeira e em moeda nacional para apoiar as empresas e as famílias a honrarem os seus compromissos, na sequência do agravamento dos riscos decorrentes dos impactos macro-económicos do Covid-19.

Conclui afirmando que o Banco de Moçambique continuará a acompanhar a evolução dos indicadores económico-financeiros e os impactos macro-económicos do Covid-19 e tomará as medidas correctivas adicionais sempre que for necessário.

O banco central moçambicano decidiu na semana passada reduzir em 150 pontos base o coeficiente de reservas obrigatórias de 13% para 11,5% na moeda local e de 36% para 34,5% na moeda estrangeira, com efeitos a partir do período de constituição que se inicia a 7 de Abril próximo.

A decisão tomada pelo Conselho de Administração do Banco de Moçambique visa, segundo o comunicado, libertar liquidez para o sistema bancário enfrentar, com maior resistência, os riscos crescentes decorrentes dos impactos macro-económicos do Covid-19.

 

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