Maputo-KaTembe o novo símbolo de Maputo

A Maputo-Sul e a China Road and Bridge Corporation (CRBC) preparam-se para entregar a ponte Maputo-KaTembe, quatro anos depois do lançamento da primeira pedra. Porém, ainda há muito trabalho por fazer.

Em Junho, a ponte Maputo-KaTembe começa a operar. É a realização do sonho de ligar as duas margens da baía de Maputo. Orçada em pouco mais de 750 milhões de dólares norte-americanos, a infra-estrutura, pela sua sumptuosidade, desperta atenção mesmo de quem visita a cidade regularmente.

Ela foi concebida para ligar a capital e KaTembe, mas também para ser um novo cartão postal, a imagem que vai correr o mundo, para distinguir Maputo, assim como a Torre Eiffel faz com Paris, ou o Cristo Redentor faz com a cidade brasileira do Rio de Janeiro.

O Porto de Maputo visto a partir da nova ponte

Em conversa com a revista “Negócios”, o director do projecto, Cao Changwei, revelou que a infra-estrutura de betão e aço será transitável a partir de Junho, mês da independência nacional.

Cao Changwei sublinha que a ponte e a rede de estradas vão resolver o problema de mobilidade nas cidades de Maputo, Matola e não só.

Acredita, igualmente, que a partir destas infra-estruturas podem surgir outros projectos importantes de estradas. A construção da ponte levou anos e, pelo meio, o gestor do projecto, a Maputo Sul, e o empreiteiro, a CRBC, enfrentaram problemas com o reassentamento das pessoas que estavam na zona abrangida.

Cao Changwei revela que o reassentamento, segundo os contratos, estava reservado à Maputo- Sul, mas no fim até o empreiteiro teve de se envolver, apesar de reconhecer que a empresa liderada por Silva Magaia fez um trabalho louvável.

Ao todo, foram reassentadas 1200 famílias deslocadas dos bairros da Malanga e Luís Cabral para KaTembe, Tenga, no distrito da Moamba, e Mahubo, em Boane. As famílias reassentadas, além de receberem dinheiro para a construção das moradias, beneficiaram de escolas, redes de energia eléctrica, campos de futebol e água potável.

No último trimestre do ano passado, a construção registou um atraso motivado pelo processo de negociação com os vendedores do mercado Nwankakana e a Maputo-Sul. Entretanto, houve o reforço das equipas da CRBC para garantir a recuperação do tempo perdido.