A realização vem da satisfação dos clientes

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Recompor espaços geográficos e organizar a paisagem para criar condições de uso pelo público, utilizando não apenas conhecimentos de Botânica e Ecologia, mas também de Arquitetura e dos costumes da região, combinando cores e formatos para gerar um resultado harmonioso e agradável de convivência, definem o paisagismo, trabalho adoptado por Neide Massinga.  Visionária e cheia de fé, ela tem um sonho: “Gerir da melhor forma o meu empreendimento, contando sempre com o apoio e força incondicionais do meu marido”.

 

Motivação veio do pai

Neide Massinga, de 32 anos, é mãe de dois filhos e estudante finalista do curso de Licenciatura em Gestão de Empresas. Trabalha como paisagista há cerca de duas décadas, motivada pelo seu pai. Numa visão retrospectiva, Neide conta que na infância o seu pai a levava, juntamente com os seus irmãos, a um campo de cultivo, em Boane. Desde então nasceu nela um amor incondicional por plantas, uma componente importante para quem deseja ser paisagista.

Para Neide não era fácil exteriorizar, em acções concretas, o seu amor pelas plantas e animais. “Sempre residi na cidade numa flete, um ambiente muito limitado para criação de animais e plantas”, justifica. “Decidi fazer pequenas hortas em vasos expostos na varanda para cuidar das plantas”, conta.

Abandonou emprego para se dedicar à sua marca

Antes de criar a sua marca, a ‘Ecopaisagem’, Neide trabalha na administração de uma empresa de seguros. Convicta do seu talento, ela decidiu abandonar o emprego para se dedicar inteiramente ao seu negócio, este que com o correr do tempo foi ganhando vários clientes, os quais a fizeram inovar e descobrir outras oportunidades.

Ela começou a fazer arranjos permanentes, constituídos por plantas artificiais, uma vez que as naturais, sem o devido cuidado, morrem com facilidade devido à sua sensibilidade. “Muitas pessoas não querem plantas dentro de casa porque não têm a paciência de regar, saem de casa pela manhã, regressam muito tarde e a sua atenção está virada em cuidar do marido e filhos e sempre se esquecem das plantas, que sem água e cuidados, não resistem e morrem”, explica.

Trabalhando com plantas artificiais, Neide aprimorou o seu talento. “Quando um cliente encomenda, tento perceber os seus gostos, pequenos detalhes de cores da sala e fazer um produto que o identifique e combine com as cores da sua casa”, disse.

Satisfação do cliente não tem preço

“É uma imensa satisfação quando faço as entregas e os clientes dizem “wau”, conta a empreendedora, para quem a satisfação do cliente não tem preço.  Para ela cada peça é única e carrega os gostos de cada cliente, sendo os detalhes bastante importantes.

Passados alguns anos e tendo adquirido experiência na área, sentiu a necessidade de ter um jardim no quintal. Ao contrário de muitos, para ela “não é só semear a relva”. “É o que muitos jardineiros fazem”, defende, explicando que, provavelmente por falta de instrução, muitos jardineiros não definem as plantas adequadas para o jardim. “Colocam um arbusto como planta que passado um tempo alcança mais de um metro e estraga toda arrumação do jardim”, lamenta.

Outra preocupação de Neide em relação aos jardins é a falta de manutenção, a qual ofusca o brilho e a alegria que este transmite. “É de extrema importância fazer o estudo de todas as componentes de forma a saber onde colocar uma certa planta”, acrescenta, explicando que “é aí onde entra a função do paisagista”. Segundo ela, a escolha de plantas deve ser criteriosa e cuidadosa.

“Existem plantas tóxicas, não obstante todas elas transmitirem paz dentro de uma casa”, justifica. Além de decorar o interior de casas, ela fornece os seus produtos a empresas que revendem vasos e decoram escritórios.

Uma grande motivação

Um dia a Neide recebeu um convite “inusitado” que a motivou a trabalhar. “Uma cliente pediu que eu decorasse o seu jardim para que a sua mãe, que estava doente, se distraísse a cuidar das plantas logo ao amanhecer”, conta ela “Foi algo incrível porque isso de facto a alegrava muito, fazendo-a esquecer a enfermidade de que   padecia. O nascimento de uma flor era motivo de júbilo e isso me motiva a continuar a fazer este trabalho”, explica.

Paisagismo é uma técnica que consiste na projecção, planeamento, gestão e preservação de espaços livres, sejam eles públicos ou privados. Ela vai muito além da criação de jardins e praças. Trata-se de uma técnica bastante específica voltada também para a elaboração de projectos de criação ou substituição de espaços afectados por construções desordenadas.

 

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